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Clubes Brasileiros Discutem Fim do Limite de 12 Jogos para Transferências Internas
Resumo
Clubes da Série A discutem acabar com o teto de 12 partidas para transferências internas no Brasileirão; proposta de BAP não foi votada.
Índice
- 1 Direto ao ponto: o que muda, segundo a proposta
- 2 Quem propôs e por quê
- 3 Do limite de seis para o limite de 12: o histórico recente da regra
- 4 Outros temas da mesma reunião: times B e limite de estrangeiros
- 5 Contexto: uma janela de transferências recorde no Brasileirão
- 6 Impacto para jogadores e clubes: o que está em jogo
- 7 Cronologia dos principais eventos
- 8 O que ainda não está confirmado
- 9 Próximos passos: o que observar
- 10 Sources
Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro discutiram, em reunião realizada na sede da CBF, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, uma proposta para extinguir o limite de 12 partidas que atualmente impede um jogador de se transferir para outro clube brasileiro durante a mesma temporada do Brasileirão. A proposta, apresentada pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, teve boa aceitação entre os dirigentes presentes, mas não foi submetida a votação e deve voltar à pauta em um novo encontro entre os clubes previsto para outubro de 2026.
A regra em vigor neste momento estabelece que um atleta só pode disputar a Série A por um segundo clube brasileiro na mesma temporada se tiver atuado em, no máximo, 12 partidas pelo time de origem na competição. Esse teto foi ampliado neste ano: até a temporada anterior, o limite era de apenas seis jogos, tendo sido elevado para 12 especificamente para 2026 em função de ajustes no calendário da competição. A proposta discutida na reunião de 21 de setembro vai além do ajuste anterior e prevê a eliminação total desse teto de partidas para transferências entre clubes brasileiros dentro da mesma janela.
Direto ao ponto: o que muda, segundo a proposta
Em resumo: a regra que hoje trava a saída de um jogador para outro clube do Brasileirão após 12 jogos disputados pode deixar de existir, permitindo transferências internas no país sem limite de partidas atuadas. A mudança, no entanto, depende de uma votação formal que ainda não tem data confirmada e deve ficar para o próximo encontro entre representantes dos clubes, em outubro. Até lá, vale a regra atual, com o teto de 12 jogos.
A proposta foi um dos temas centrais discutidos na reunião de clubes da Série A na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, segundo reportagem da Rádio Itatiaia sobre o encontro. Também esteve na mesa a ideia de criação de “equipes B” para os clubes brasileiros, outro projeto que já vinha sendo debatido em reuniões anteriores da entidade e que também não foi votado nesta rodada.
Quem propôs e por quê
A sugestão de acabar com o limite de partidas partiu de Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, um dos clubes mais ativos no mercado de transferências nacional nos últimos anos. Segundo o levantamento das discussões na reunião de 21 de setembro, a proposta teve recepção favorável entre outros dirigentes presentes, embora o tema não tenha avançado para uma votação formal naquele mesmo encontro.
A argumentação por trás da proposta segue a lógica de que o teto de partidas, mesmo já ampliado de seis para 12 jogos nesta temporada, ainda restringe negociações que poderiam ocorrer dentro da janela nacional, especialmente em casos de jogadores que perderam espaço em seus clubes mas já romperam o limite de partidas disputadas. Ao eliminar completamente essa barreira, clubes teriam mais liberdade para fechar negócios entre si ao longo de toda a temporada, sem o risco de esbarrar na contagem de jogos do atleta pelo clube de origem.
É importante frisar que, até a publicação desta reportagem, nenhuma decisão foi oficializada. A proposta segue em fase de discussão entre os clubes e depende de aprovação em uma votação que ainda não tem data confirmada, prevista para ocorrer em uma próxima reunião em outubro de 2026.
Do limite de seis para o limite de 12: o histórico recente da regra
Para entender o alcance da proposta atual, é preciso recuperar o histórico recente dessa norma dentro do futebol brasileiro. Antes de 2026, o regulamento da CBF permitia que um jogador se transferisse para outro clube brasileiro na mesma temporada do Brasileirão desde que tivesse disputado no máximo seis partidas pelo clube de origem na competição. Essa regra buscava evitar que atletas “trocassem de camisa” no meio do campeonato de forma recorrente, preservando a identidade dos elencos ao longo da temporada.
Para a temporada de 2026, no entanto, esse limite foi ampliado de seis para 12 jogos, mudança atribuída a ajustes no calendário da competição neste ciclo. Na prática, isso já havia dobrado a margem de manobra dos clubes para negociar atletas dentro do próprio mercado nacional durante o andamento do campeonato, permitindo que jogadores com mais partidas disputadas ainda pudessem ser negociados internamente.
A proposta agora discutida representaria um segundo movimento na mesma direção, desta vez eliminando por completo o critério de número de partidas disputadas como fator limitante para transferências entre clubes brasileiros dentro da mesma temporada.
| Período | Limite de partidas para transferência interna | Status |
|---|---|---|
| Proposta em discussão (a partir de out. 2026) | Sem limite de partidas | Não votada — aguarda próxima reunião de clubes |
| Temporada 2026 (regra vigente) | Até 12 jogos | Em vigor |
| Temporadas anteriores a 2026 | Até 6 jogos | Superada |
Outros temas da mesma reunião: times B e limite de estrangeiros
A discussão sobre o fim do teto de partidas não foi o único ponto da pauta na reunião de clubes na sede da CBF. Também foi debatida a criação de “equipes B” pelos clubes brasileiros, uma proposta que já circula no futebol nacional há alguns anos, inspirada em modelos europeus, e que novamente não avançou para votação nesse encontro específico, conforme aponta a cobertura da Rádio Itatiaia sobre o tema.
Em paralelo a esses dois temas ainda pendentes de votação, os clubes já haviam aprovado, em discussões anteriores da CBF, uma redução gradual no número de jogadores estrangeiros permitidos por elenco. Pelo cronograma já definido, o limite cairá para oito atletas estrangeiros a partir de 2027, com redução progressiva até chegar a cinco jogadores por volta de 2030. Essa medida, já confirmada, mostra que a entidade e os clubes vêm reformulando de forma mais ampla as regras sobre composição de elenco e movimentação de jogadores nos próximos anos, com o debate sobre o limite de partidas para transferências internas sendo apenas mais uma frente dessa reformulação regulatória.
Contexto: uma janela de transferências recorde no Brasileirão
O debate sobre o limite de partidas ocorre num momento de intensa movimentação no mercado brasileiro. A janela de transferências do futebol nacional se encerrou havia pouco mais de uma semana em relação à reunião de 21 de setembro, com clubes da Série A fechando negociações de última hora antes do prazo final. O mercado internacional também bateu recorde neste ciclo, com movimentação de R$ 50,3 bilhões em transferências ao redor do mundo, valor puxado em parte pelo efeito da Copa do Mundo disputada neste ano.
Esse volume recorde de negócios, tanto no Brasil quanto no exterior, ajuda a explicar por que dirigentes como BAP defendem mais flexibilidade nas regras internas de transferência: com um mercado mais aquecido, o teto de partidas — mesmo já ampliado para 12 — pode se tornar um obstáculo mais frequente para negociações que os próprios clubes consideram vantajosas para ambas as partes envolvidas.

Impacto para jogadores e clubes: o que está em jogo
Do ponto de vista prático, a eliminação do limite de partidas afetaria diretamente jogadores que perderam espaço em seus clubes ao longo da temporada, mas que já ultrapassaram a marca de 12 jogos disputados pela equipe de origem — hoje, esses atletas ficam impedidos de atuar por um novo clube brasileiro na mesma edição do Brasileirão. Sem esse teto, esses jogadores poderiam ser negociados a qualquer momento da temporada, desde que dentro dos prazos gerais da janela de transferências nacional.
Para os clubes, a mudança representaria mais uma ferramenta de gestão de elenco, permitindo negociar atletas fora de linha de forma mais ágil e, potencialmente, gerar receita extra com vendas ou empréstimos que hoje esbarrariam na regra dos 12 jogos. Casos de jogadores relacionados a outras negociações recentes no mercado brasileiro, como o processo envolvendo a saída do atacante Gabriel Martinelli rumo ao Al-Hilal — negócio que deve render cerca de R$ 2 milhões ao Corinthians por mecanismo de solidariedade —, ilustram como o mercado de transferências envolvendo clubes brasileiros e ligas estrangeiras segue em plena efervescência neste período.
Cronologia dos principais eventos
- Antes de 2026: limite de seis partidas para transferências internas na Série A do Brasileirão.
- 2026 (início da temporada): limite ampliado para 12 partidas, em razão de ajustes no calendário da competição.
- 21 de setembro de 2026: reunião de clubes na sede da CBF, no Rio de Janeiro; BAP, presidente do Flamengo, propõe o fim total do limite de partidas.
- 21 e 22 de setembro de 2026: cobertura da imprensa esportiva confirma boa aceitação da proposta entre clubes, mas sem votação imediata.
- 23 de setembro de 2026: proposta segue pendente, com votação adiada para uma próxima reunião entre os clubes.
- Outubro de 2026 (previsão): novo encontro entre clubes deve retomar o tema para possível votação.
O que ainda não está confirmado
É preciso deixar claro que, até o momento, trata-se apenas de uma proposta em discussão, sem qualquer votação ou aprovação formal pela CBF ou pelos clubes da Série A. Não há também confirmação sobre quando exatamente ocorrerá a próxima reunião em que o tema deve retornar à pauta, além da referência geral a um encontro em outubro de 2026. Da mesma forma, não há informações públicas sobre eventuais divergências entre clubes específicos em relação à proposta, além do registro de que ela teve “boa aceitação” entre os presentes na reunião de 21 de setembro, segundo o relato da Rádio Itatiaia.
A proposta de criação de “equipes B” para os clubes, discutida na mesma reunião, também segue sem data definida para votação, conforme a mesma reportagem. Já a redução do limite de jogadores estrangeiros, que começará em oito atletas a partir de 2027 e deve chegar a cinco até 2030, é a única medida da leva mais recente de mudanças regulatórias que já tem cronograma aprovado pelos clubes.
Próximos passos: o que observar
O principal ponto de atenção agora é a data da próxima reunião de clubes, prevista para outubro de 2026, quando a proposta de BAP sobre o fim do limite de partidas deve retornar à pauta para uma possível votação formal. Até lá, a regra atual — teto de 12 jogos para transferências entre clubes brasileiros na mesma temporada do Brasileirão — permanece em vigor.
Vale acompanhar também se a proposta de criação de times B ganhará tração paralela nesse mesmo processo, já que ambos os temas foram apresentados na mesma reunião e fazem parte de um movimento mais amplo de revisão das regras de formação de elenco no futebol brasileiro. Times como o mercado internacional de transferências seguem como pano de fundo relevante para entender por que os próprios dirigentes brasileiros buscam mais flexibilidade nas regras domésticas.
Segundo a apuração da ESPN Brasil sobre o encontro de 21 de setembro, o texto da proposta e seus desdobramentos devem ser detalhados formalmente apenas quando o tema for reapresentado aos clubes, o que reforça o caráter ainda preliminar dessa discussão. Nenhum novo limite, prazo específico de votação ou formato definitivo da regra foi anunciado publicamente até a data desta reportagem, 23 de setembro de 2026.
Sources
- Clubes pedem fim de limite de jogos para transferências no Brasileirão — esporte.ig.com.br
- Clubes discutem fim do limite de 12 jogos e criação de equipes B – Imirante.com — imirante.com
- Clubes sugerem fim de limite de jogos para transferência entre … — espn.com.br
- Clubes vão propor à CBF fim do limite de 12 jogos e criação de time B — ge.globo.com
- Clubes vão propor à CBF fim do limite de 12 jogos e criação de time B | Ge — ge.globo.com



